quarta-feira, setembro 17, 2014

Charlando de Bóia com Alice Bastos Neves

Tchê... que baita orgulho pra nós ter aqui no blog Culinária Gaúcha a prenda da RBS TV, que todos os dias visita a nossa casa no Globo Esporte trazendo todas as informações da nossa dupla GRENAL. O Charlando de Bóia de hoje é com ALICE BASTOS NEVES que numa charla nos contou suas preferências e suas histórias sobre nossa culinária.

 


Alice Bastos Neves tem trinta anos. Nasceu em Pelotas, filha da Dona Miriam e do Seu Edmundo, tem um irmão mais novo, o Felipe, é casada com o David e em breve vai ser mamãe do Martin. Jornalista, formada pela PUCRS. Terminou o curso em 2005 e no início de 2006 teve sua primeira experiência como profissional formada na RBSTV. Inicialmente como repórter do RBS Esporte, em seguida apresentadora do mesmo, depois passou a fazer as reportagens do dia-a-dia de futebol, cobrindo os treinos de Grêmio e Internacional e a apresentar eventualmente o Globo Esporte. Desde 2010 passou a apresentar diariamente o Globo esporte, tarefa que executa com muita alegria e competência até hoje.

Alice, cada dia mais vemos a igualdade entre homens e mulheres, homens na lida de casa e nas panelas e mulheres sabendo tudo de futebol como tu, mas e nas panelas como tu te vira?
Não era craque nas panelas, mas desde que saí de casa tive que aprender a me virar. Não sou uma grande chef de cozinha, mas faço as coisas básicas do dia-a-dia e volta  e meia me aventuro em algo mais incrementado, com a receitinha do lado.
 

Há um prato especial da nossa culinária que te faz remeter a infância? Qual? Por que?
Não me lembro de um prato específico da infância, mas gosto de coisas muitos simples. Adorava quando minha mãe fazia arroz, feijão e guizadinho com milho e ovo. E o churrasco do meu pai, com maionese caseira também sempre adorei. Entre os doces, que eu sou apaixonada até hoje, um que eu adoro é arroz de leite e também, na hora do lanche, tenho paixão por bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
 
Nas tuas andanças pelos nossos pagos em qual região a culinária mais te agrada?
Por ser pelotense e adorar “uma doçura” não posso deixar de citar os famosos doces de Pelotas. O tradicionalíssimo pastel de santa clara, quando bem feito, é uma iguaria que merece ser muito bem apreciada.
 

Quando estavas cobrindo a Copa do Mundo, te vimos muito no Parque da Harmonia fazendo as chamadas dos jogos do Brasil mostrando nossas tradições, sempre notamos aquela fumaça do churrasco véio gaúcho pairando no ar. Agora nos conta como era nos bastidores o teu controle para esperar as chamadas sem tá por perto do assador chuliando uma costela ou uma linguiça, ou tava tudo liberado?
Em um lugar como o acampamento farroupilha é impossível não ter vontade de experimentar um pouco de tudo. E ainda bem que estar trabalhando não me impedia de experimentar nada. Entre uma entrada ao vivo e outra eu experimentava uma costelinha, uma carne picadinha, salsichão... E isso desde à manhã até à noite. Entre uma carne e outra, sempre tinha outras delícias. Até bolo de erva mate experimentei, acompanhado de um tradicional café de cambona. Ah! E o Joca Martins me apresentou o pé de moça, uma versão do pé de moleque muito gostosa.
 

Na tua casa qual a receita de família faz sucesso a várias gerações nos encontros de domingos?
Não lembro de receitas muito tradicionais da minha família. A primeira que me vem à cabeça é o bacalhau da sexta-feira santa, que me lembro de comer na cada da minha bisavó e minha mãe faz até hoje. Esse tenho que aprender.

Passa a receita para nós ou o segredo da receita? 
Ai! Me pegou! Não tenho a receita! Vou ter que perguntar pra minha mãe. Mas acredito que não tem muito mistério, só aquele ingrediente que nunca pode faltar que é a família reunida, muitas risadas e muito amor.
 
Na tua recente vinda a Fronteira da Paz para o quadro "Vem Alice" do Globo Esporte, tiveste a oportunidade de degustar algum prato regional nosso? Qual mais te agradou?
Pra ser bem sincera, quase não deu tempo de comer! Hehehehe Gravamos três times em um dia e mais um antes de viajar de volta para Porto Alegre. Mas pude jantar na casa do pai do nosso cinegrafista Valquer da Rosa, que é natural de Livramento, e experimentei uma carne de caça que nunca tinha provado e mal tinha ouvido falar. O dono da casa nos recebeu com um perdigão. Super bem temperado, e acompanhado de uma massa caseira trazida do Uruguai. Estava uma delícia!
 

O recado final da nossa convidada Alice Bastos Neves.
Acho engraçado estar conversando com os leitores de um site de culinária, porque nunca fui muito adepta das panelas. Em compensação sempre fui muito boa de garfo, então falar sobre comida é um prazer. A partir de agora vou me tornar leitora do site e prometer me dedicar mais à arte da cozinha, pra além de uma boa apreciadora me tornar uma boa cozinheira. De qualquer forma, se tiver comida gaúcha de boa, em qualquer mesa pelo estado, pode me chamar "vem, Alice" que eu vou! Hummm! Obrigada pela oportunidade de trocar algumas ideias com vocês. Abração!

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